Os Cabras de Lampião
Zé pereira, boca negra, ameaço
Borboleta, volta seca, cacheado
Bananeira, barra nova, bronzeado
Pitombeira, quinta-feira e rajado
Nesse meio também viveu pilão deitado
Tempestade, tempo duro, ventania
Jararaca, saracura, pontaria
Esperança, zé pequeno, boa vista
Meia noite, nicolau, luís sabino
Maçarico, jacaré, mané porcino
Cabo preto, pinga fogo, tiburtino
Fura moita, carta branca, clementino
Ei, ei, ei, ei, ei, os cabras de lampião
Lampião era o cabra da peste
Foi o rei do cangaço no nordeste
Enfrentava a volante e quem viesse
Com seu rifle não temia cafajeste
Com seu bando invadia as fazendas
Coronéis sempre comiam em suas mãos
Muito ouro e dinheiro em suas tendas
Lampião, o robin hood do sertão
Para alguns um herói. Para outros apenas um bandido
Estrategista, escolhia os bandoleiros
Valderedo, Lua branca e trovão
Flaviano, gitirana e damião
Floro gomes, delegado e devoção
Ei, ei, ei, ei, ei, os cabras de lampião
Cajueiro, cajazeiras, cansanção
Chico costa, Deus-te-guie, cirilo antão
Casca grossa, côco verde e mourão
José roque, José côco e gavião
Januário, João da banda, João cirino
Labareda, júlio porto e jesuíno
Limoeiro, mão de grelha, ponto fino
Teotônio, serra branca e ursolino
Mel com terra, moita braba e jovino
João dedé, João mariano, juriti
Canabrava, cobra preta, cariri
Antão godê, mané chiquim e bem-te-vi
Ei, ei, ei, ei, ei, os cabras de lampião
Benício, marreca, moeda, motinha, cocada
Pancada, venâncio, quintino quelé, antonio do gelo, torquato, criança
Só de antônio teve pra lá de trinta
Muitos José, Pedro, João, raimundo, luiz
Os cabras de lampião formava uma divisão inteira do exército
Luís Pedro, luís padre e mergulhão
Passarinho, pintadinho e zé melão
Anjo novo, arvoredo e mansidão
Casa velha, café chique e bimbão
Chico pereira, Mateus, chico caixão
Muita fama no bando de lampião
Zé pinheiro, zé sereno e beija-flor
Açucena mais jurema e rouxinol
Sabiá, Miguel praça, oh meu doutor
Vi corisco matar três com um tiro só
Português, jaçanã, antonio de ó
Nesse grupo também tinha o ioió
Ei, ei, ei, ei, ei, o bando de lampião
Muitos foram os bandoleiros do cangaço
Cravo roxo, ciço costa e o jovem gato
Vinte cinco, o coqueiro e o fiapo
Benevides, sabonete e o deodato
José prata, zé baiano e zé bagaço
Muita gente pra lembrar tem no cangaço
O baliza, o mormaço, o que é que eu faço
Bom de veras, reboliço e zoroastro
Eu?
Eu, eu, eu não
Não fui cabra de lampião
Só se foi na outra encarnação
Tem o faísca, o ferrugem e o firmino
Velocidade, o latada e marcolino
Tem o bicheiro, cassimiro e silvino
Atividade, vinte dois e o vinte cinco
E assim por diante
Los Cabras de Lampião
Zé pereira, boca negra, amenazo
Mariposa, vuelta seca, rizado
Banano, barra nueva, bronceado
Pitombeira, jueves y rayado
En este medio también vivió pilón acostado
Tormenta, tiempo duro, ventisca
Serpiente, garza, puntería
Esperanza, zé pequeño, buena vista
Medianoche, nicolau, luís sabino
Antorcha, caimán, mané porcino
Cabo negro, fuego de caña, tiburtino
Fura matorral, carta blanca, clementino
Ei, ei, ei, ei, ei, los cabras de lampião
Lampião era el cabra de la peste
Fue el rey del cangaço en el noreste
Enfrentaba a la volante y a quien viniera
Con su rifle no temía a los sinvergüenzas
Con su banda invadía las haciendas
Los coroneles siempre comían en sus manos
Mucho oro y dinero en sus tiendas
Lampião, el robin hood del sertão
Para algunos un héroe. Para otros solo un bandido
Estratega, elegía a los bandidos
Valderedo, Luna blanca y trueno
Flaviano, gitirana y damião
Floro gomes, delegado y devoción
Ei, ei, ei, ei, ei, los cabras de lampião
Cajueiro, cajazeiras, cansanção
Chico costa, Dios te guíe, cirilo antão
Cáscara gruesa, coco verde y mourão
José roque, José coco y gavilán
Januário, João da banda, João cirino
Llama, júlio porto y jesuíno
Limón, mano de parrilla, punto fino
Teotônio, sierra blanca y ursolino
Miel con tierra, matorral bravo y jovino
João dedé, João mariano, juriti
Cañabrava, cobra negra, cariri
Antão godê, mané chiquim y bien te vi
Ei, ei, ei, ei, ei, los cabras de lampião
Benício, marreca, moneda, motinha, cocada
Golpe, venâncio, quintino quelé, antonio del hielo, torquato, niño
Solo de antônio tuvo más de treinta
Muchos José, Pedro, João, raimundo, luiz
Los cabras de lampião formaban una división entera del ejército
Luís Pedro, luís padre y mergulhão
Pajarito, pintadito y zé melón
Ángel nuevo, arboleda y mansedumbre
Casa vieja, café chique y bimbão
Chico pereira, Mateus, chico ataúd
Mucha fama en la banda de lampião
Zé pinheiro, zé sereno y beija-flor
Açucena más jurema y ruiseñor
Sabiá, Miguel plaza, oh mi doctor
Vi a corisco matar tres de un solo tiro
Portugués, jaçanã, antonio de ó
En este grupo también estaba el ioió
Ei, ei, ei, ei, ei, la banda de lampião
Muchos fueron los bandidos del cangaço
Clavo morado, ciço costa y el joven gato
Veinticinco, el cocotero y el hilo
Benevides, jabón y deodato
José prata, zé baiano y zé bagazo
Mucha gente para recordar hay en el cangaço
El baliza, el bochorno, ¿qué es lo que hago?
Buen de veras, revuelo y zoroastro
Yo?
Yo, yo, yo no
No fui cabra de lampião
Solo si fue en otra encarnación
Está el chispa, el herrumbre y el firmino
Velocidad, el latada y marcolino
Está el bicheiro, cassimiro y silvino
Actividad, veintidós y el veinticinco
Y así sucesivamente
Escrita por: Paulo Freitas Bittncourt Vieira