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Puntas de Lanzas

Campus Elísius

Pontas de Lanças

O meu caminho parece mais escuro
quando escrevo o teu nome no muro,
não vou me prejudicar
sou bobo a ponto de confiar.
Nós atolamos na mesma lama,
pertencemos à raça humana,
não vou me prejudicar
escondo o que você quer achar.

Mas você nunca quis saber o meu nome! (...saber o meu nome)

É assim que se faz
pra acabar com o teu lugar onde nasceu
e assim esquecer que também é meu.
E não voltar jamais.
Tentar e relutar pra não viver em paz
e abandonar a mim se não quiser mais.

E aqui vou eu no meio de vocês,
envelheci dez anos de uma vez,
é o que me espera.
A existência é curta não posso parar.
Só o que eu vejo são pontas de lanças
usurpando a minha esperança,
são elas que esperam
pelo momento certo de me atacar.

Mas eu também tenho minhas pontas de lanças! (...minhas pontas de lanças)

Milhões de crianças morrem de fome enquanto eu reclamo da vida e fico pensando no que eu vou vestir amanhã, e quem eu vou enganar amanhã. A minha desonestidade não afeta a elas.
Um político almeja os meus ouvidos e um desabrigado abatido me pede uma ajuda, um auxílio. Mas eu tenho que continuar, a vida não pode parar. Eu uso mais uma vez as minhas pontas de lanças!

Qual é a minha parte na miséria?

Puntas de Lanzas

Mi camino parece más oscuro
cuando escribo tu nombre en el muro,
no me voy a perjudicar
soy tonto al punto de confiar.
Nos hundimos en el mismo lodazal,
pertenecemos a la raza humana,
no me voy a perjudicar
oculto lo que quieres encontrar.

¡Pero nunca quisiste saber mi nombre! (...saber mi nombre)

Así es como se hace
para acabar con tu lugar de nacimiento
y así olvidar que también es mío.
Y no volver jamás.
Intentar y resistir para no vivir en paz
y abandonarme si ya no me quieres más.

Y aquí voy yo en medio de ustedes,
envejecí diez años de una vez,
es lo que me espera.
La existencia es corta, no puedo detenerme.
Sólo veo puntas de lanzas
usurpando mi esperanza,
son ellas las que esperan
el momento adecuado para atacarme.

¡Pero yo también tengo mis puntas de lanzas! (...mis puntas de lanzas)

Millones de niños mueren de hambre mientras yo me quejo de la vida y pienso en qué vestiré mañana, y a quién engañaré mañana. Mi deshonestidad no les afecta a ellos.
Un político busca mis oídos y un desamparado abatido me pide ayuda, un auxilio. Pero debo seguir, la vida no puede detenerse. ¡Utilizo una vez más mis puntas de lanzas!

¿Cuál es mi parte en la miseria?

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