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Maniqueísta Por Opción

Envydust

Maniqueísta Por Opção

Aqui dentro sou tão igual
E todos conseguem ser
Igualmente diferentes de mim
Mas afinal, não é assim que as coisas são lá fora?

(As vozes insistem em me culpar)
(As mesmas vozes que me apontavam o caminho da estrada)
(As mesmas vozes que apontam o dedo pra zombar do meu fracasso)
(Cubro os ouvidos mesmo sabendo)
(Que não posso me proteger de mim mesmo)

Se ao menos eu pudesse ficar alerta
Por onde andei? Quem me chama?
Onde estou? Quando foi a última vez
Que comi ou disse alguma palavra?

Me pergunto se as coisas teriam sido
Diferentes se eu tivesse lhe mutilado
Dando vazão à minha raiva
Mas será?

Estas fendas deveriam estar em teu corpo
E não no meu
Mas será?
Uma vez livre, tudo será do meu jeito

Mas será, fugir não vai ser minha melhor opção
No lugar de conversa, temos um refluxo
De ódio e palavras não ditas
Finjo estar pior para não atrair atenção e poder ter paz

Os dias demoram a passar
Mas correm tanto que não consigo acompanhar

(As horas não valem nada, sei que é dia quando me avisam)
(Sei que é tarde quando me visitam)
(E a noite, quando chega, já me encontra quase inconsciente)
(Parece tão irreal, me chamam de uma maneira)
(Que eu quase não atenderia mais)
(Como ele reagiria aqui dentro?)
(Como cê reagiria?)

Onde errei? Onde erramos? Onde estás?
Uma morte indolor e plácida
Não seria justa para você
Não vou ser seu mártir

Se um dia lhe chamei de má
Tenha certeza que me tornei maniqueísta por opção
A incompatibilidade de gênios não foi capaz
De preservar nosso tratado de não agressão

A sujeira que corrompe
Ofusca o brilho
Glorifica a dor
As vozes nunca estão satisfeitas

Maniqueísta Por Opción

Aquí dentro soy tan igual
Y todos logran ser
Igualmente diferentes de mí
Pero al final, ¿no es así como son las cosas allá afuera?

(Las voces insisten en culparme)
(Las mismas voces que me señalaban el camino)
(Las mismas voces que señalan con el dedo para burlarse de mi fracaso)
(Cubro mis oídos aunque sé)
(Que no puedo protegerme de mí mismo)

Si al menos pudiera estar alerta
¿Dónde anduve? ¿Quién me llama?
¿Dónde estoy? ¿Cuándo fue la última vez
Que comí o dije alguna palabra?

Me pregunto si las cosas habrían sido
Diferentes si te hubiera mutilado
Dando rienda suelta a mi rabia
¿Pero será?

Estas fisuras deberían estar en tu cuerpo
Y no en el mío
¿Pero será?
Una vez libre, todo será a mi manera

¿Pero será? Huir no será mi mejor opción
En lugar de charla, tenemos un reflujo
De odio y palabras no dichas
Finjo estar peor para no atraer atención y poder tener paz

Los días tardan en pasar
Pero corren tanto que no puedo seguirles el ritmo

(Las horas no valen nada, sé que es de día cuando me avisan)
(Sé que es tarde cuando me visitan)
(Y la noche, cuando llega, ya me encuentra casi inconsciente)
(Parece tan irreal, me llaman de una manera)
(Que casi no atendería más)
(¿Cómo reaccionaría aquí dentro?)
(¿Cómo reaccionarías?)

¿Dónde fallé? ¿Dónde fallamos? ¿Dónde estás?
Una muerte indolora y plácida
No sería justa para ti
No voy a ser tu mártir

Si un día te llamé mala
Ten la certeza de que me volví maniqueísta por opción
La incompatibilidad de genios no fue capaz
De preservar nuestro tratado de no agresión

La suciedad que corrompe
Opaca el brillo
Glorifica el dolor
Las voces nunca están satisfechas

Escrita por: Fernando Shelka, Envydust, Max Machado