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Llora Mi Guitarra / Polvo

Kenyo e Gaby

Chora Minha Viola / Poeira

Viola que eu trago agarrada bem junto ao meu peito
Só você sabe o jeito desde meu coração
Magoado porque meu amor me deixou foi se embora
Faça dueto comigo.. chora minha viola..

Ai.. esse amor do diabo já fez um estrago no meu coração..
Ai.. só judia de mim porque me faz assim tanta ingratidão
Sapateio ponteio a viola que ainda consola
Este meu coração..
Ela sabe contar o meu tédio ela é o remédio
Pra minha solidão

O carro de boi lá vai gemendo lá num estradão
Suas grandes rodas fazendo profundas marcas no chão
Vai levantando poeira, poeira vermelha, poeira
Poeira do sertão

Olha seu moço a boiada, em busca dum ribeirão
Vai mugindo e vai ruminando, cabeças em confusão
Vai levantando poeira, poeira vermelha, poeira
Poeira do meu sertão

Olha só o boiadeiro montado em seu alazão
Conduzindo toda a boiada com seu berrante na mão
Seu rosto é só poeira, poeira vermelha, poeira
Poeira do meu sertão

Barulho de trovoada coriscos em profusão
A chuva caindo em cascata na terra fofa do chão
Virando em lama poeira, poeira vermelha, poeira
Poeira do meu sertão

Poeira entra em meus olhos, não fico zangado não
Pois sei que quando eu morrer meu corpo vai para o chão
Se transformar em poeira, poeira vermelha, poeira
Poeira do meu sertão, poeira do meu sertão, poeira
Poeira do meu sertão

Llora Mi Guitarra / Polvo

Guitarra que sostengo pegada bien cerca de mi pecho
Solo tú conoces la forma desde mi corazón
Herido porque mi amor me dejó y se fue
Haz dueto conmigo... llora mi guitarra

Ay... este amor del diablo ya ha causado estragos en mi corazón
Ay... solo me maltrata porque me hace tanta ingratitud
Zapateo y punteo la guitarra que aún consuela
Este corazón mío
Ella sabe contar mi tedio, ella es el remedio
Para mi soledad

El carro de bueyes allá va gemiendo en un camino
Sus grandes ruedas dejando profundas marcas en el suelo
Va levantando polvo, polvo rojo, polvo
Polvo del sertón

Mira, señor, la manada, buscando un arroyo
Va mugiendo y rumiando, cabezas en confusión
Va levantando polvo, polvo rojo, polvo
Polvo de mi sertón

Mira al vaquero montado en su alazán
Conduciendo toda la manada con su berrante en la mano
Su rostro es solo polvo, polvo rojo, polvo
Polvo de mi sertón

Ruido de tormenta, relámpagos en profusión
La lluvia cayendo en cascada en la tierra suave del suelo
Convirtiéndose en lodo, polvo rojo, polvo
Polvo de mi sertón

El polvo entra en mis ojos, no me enojo
Pues sé que cuando muera mi cuerpo irá al suelo
Se transformará en polvo, polvo rojo, polvo
Polvo de mi sertón, polvo de mi sertón, polvo
Polvo de mi sertón

Escrita por: Luíz Bonan, Tonico, Tinoco, Serafim Colombo