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Hijo de Labrador

Leonardo

Filho de Lavrador

Amanheceu, e outra vez lá vou eu, o mesmo caminho;
A chuva cai, molha meu rosto, estou com Deus e não sozinho;
No mesmo solo, onde meu pai cultivou o nosso pão;
Com uma enxada, faço as covas e semeio novos grãos.

Eu amo ver, o entardecer ;
e o romper da alvorada;
Sou sertanejo, aqui nasci,
Aqui cresci nessa jornada.

O tempo passa o fruto cresce;
E outra vez estou aqui;
Faço a colheita e agradeço;
Tu do aquilo que eu colhi.

Volto pra casa feliz;
como se fosse um doutor;
Mas me orgulho de ser lavrador;
Assim eu sou vou continuar a ser.

Sigo sorrindo a missão;
que o meu pai me deu;
Ontem foi ele, hoje sou eu;
Assim nasci, assim quero morrer.

Hijo de Labrador

Amaneció, y otra vez allá voy yo, por el mismo camino;
La lluvia cae, moja mi rostro, estoy con Dios y no solo;
En la misma tierra, donde mi padre cultivó nuestro pan;
Con una azada, hago los surcos y siembro nuevos granos.

Amo ver el atardecer;
y el amanecer;
Soy campesino, aquí nací,
aquí crecí en esta jornada.

El tiempo pasa, el fruto crece;
Y otra vez estoy aquí;
Hago la cosecha y agradezco;
Todo aquello que yo coseché.

Vuelvo a casa feliz;
como si fuera un doctor;
Pero me enorgullezco de ser labrador;
Así soy y seguiré siendo.

Sigo sonriendo a la misión;
que mi padre me dio;
Ayer fue él, hoy soy yo;
Así nací, así quiero morir.

Escrita por: Adilson Salviano / Paulo Henrique