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Apanhei Um Resfriado

Almirante

Pelo costume de beber gelado
Apanhei um resfriado que foi um horror
Porém, com medo de fazer despesa
Eu, com franqueza, não fui ao doutor
Pra me curarem
Tudo quanto foram me ensinado
Eu fui tomando e cada vez pior
E quem quiser que siga o tratamento
Pois, se não morrer da cura, ficará melhor

Tomei de tudo: Escalda-pé, chá de limão
Até xarope de alcatrão
E nada me faltou
Tive dieta só de caldo de galinha
O galinheiro da vizinha
Se evaporou
E tive febre, tive tosse e dor no peito
E até fiquei daquele jeito
Sem poder falar
Mandei chamar então um especialista
Que pediu dinheiro à vista
Pra poder me visitar

No bangalô, porém, choveu a noite inteira
E eu debaixo da goteira
Sem ninguém saber
A ventania arrancou zinco do telhado
E me deixou todo molhado
Quase pra morrer
Sá Guilhermina quis me dar um lenitivo
Então me fez um curativo
Eu fiquei jururu
E foi chamado finalmente um sacerdote
Pra me encomendar um lote
De dez palmos no Caju

Escrita por: Leonel Azevedo / Sá Roris. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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