Lápis & Papel
Anjos de Bronze
Margem do papel, efeito sombra do seu rosto
Inspiração do céu ou algo pressuposto
Dom da natureza, não habilidade adquirida
Nas linhas tortas fui aprendendo a desenhar a garota da minha vida
Fiz por ela, fiz pra proteger aquele sorriso
Da garota da janela
Tive cuidado pra que não viesse o homem mal
E tirasse de mim algo que eu tenho de mais especial
Como um aluno da vida, aprendi a dar valor
Em tempos frios você acordava de madrugada pra me dar seu cobertor
Pela manhã seu nariz congestionado pelo frio que passou
Ficava puto, encabulado até umas hora
Meu amor por você atravessará os portões da história
No meu caderno tenho a sua história
Seu presente, seu futuro e seu passado
Quinze, dezesseis, dezessete anos no papel desenhado
Anjo de bronze, quem sabe um querubim
Que me olha me protege e ainda sorrir
Nem percebi, minha garota cresceu
Na virada da noite uma mulher apareceu
Inteligente, educada com a mesma certeza de ser a mulher amada
Meus olhos blindados não conseguem ver
Em qualquer direção, todos os caminhos me levam a você
O destino se encarrega de escrever a história das nossas vidas
Nos uniu, nos cultivou, nos deu um amor que desequilibra
A fagulha e o combustível que agente precisa
Na tempestade é o porto seguro pro meu barco a deriva
Vestida de branco faz você ser a mulher da minha vida
Não sei se sou tão bela assim como você me desenhou
Linda como sua noiva, mais uma vez você me conquistou
Não me importo se anda a pé, ou se é o mascarado
Na minha certeza absoluta é você, que eu quero ao meu lado
Só de pensar, que eu quase deixei você passar
Me pediu meu número, e eu sem querer te dar
Me mandou um convite, e eu na minha loucura pensei em recusar
Mas você na sua calma e paciência sabia que eu seria sua
Sussurrou no meu ouvido enquanto olhávamos o horizonte e a Lua
A noite nunca é, nem poderá ser considerada como uma qualquer
Em um milhão orei a Deus pra ser sua mulher
A nossas vidas juntos pode acreditar
Deus mesmo vai descer do céu aqui pra nos desenhar
No meu caderno tenho a sua história
Seu presente, seu futuro e seu passado
Quinze, dezesseis, dezessete anos no papel desenhado
Anjo de bronze, quem sabe um querubim
Que me olha me protege e ainda sorrir
Da Vinci, nem sabe o que aconteceu
Deve estar bem triste por saber que é menos foda do que eu
Minha Monalisa é a, arte da perfeição
A tinta mancha o papel com toda a satisfação
Nunca vi melhor com Van Gogh, sem imaginação
A natureza disse que essa é a garota da estação
Ela sabe o que quer, provoca inveja na rua dela
É como andar na passarela e ser eleita a mais bela
Ela tem o molho, o tempero brasileiro
Chove no deserto pra matar de sede o meu desejo de guerreiro
Lápis e papel na mão, colori o chão
Faz o seu, faz o meu coração
Chuva cai desbota, pinta e transborda
Molha o vento, molha a rosa
Vem o tempo, vem de proza
Disse sim tava nervosa
Elegante, maquiagem rosa
E o buquê? Lá traz nas poderosa
Veja o tempo, e espera
Depois de nove meses nasce o bebê
Linda que nem a estrelinha Isabela
Anjinho que poderia ser
A garota mais linda da janela



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