Na Estrada
Anjos de Bronze
A chuva molham as ruas da cidade e eu andava ali
Qualquer caminho é um deserto, quando não se sabe aonde ir
Eu vim de Salvador, um velho violão, um sonho em busca da canção
Faz tempo que não vejo nada
Foi tão solitária essa caminhada
Não teve estrelas e as flores não brotaram no jardim
Meu dogue adoeceu, não resistiu
Foi fiel demais até a metade do caminho
Nas nuvens o aviador curte a sua liberdade
Qualquer caminho no céu deve levar a felicidade
Diga aí, onde está a canção perfeita
Faz assim, que os anjos de bronze escrevam pra mim
Não quero voltar, sem a canção, no meu coração
Pro mesmo lugar
Essa noite faz um certo frio
Voz e violão, as margens do rio
Eu canto, e você coloca as moedas no chapéu
Seja generosa comigo, esse é meu café
A noite é ciumenta, quando quer
Seu sorriso encantava no seu rosto de mulher
Voltava da faculdade, fazia medicina
Penélope ou doutora, como devo te chamar?
Só te peço que não me roube o coração
Essa dor eu não posso suportar
Nunca foi uma canção
Sempre foi você
Minha razão de viver



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