Um Baião Para Outro Rei
Aracilio Araujo
Um rei não morre, se muda
O poeta já dizia
Saudade todos os dias
É tudo que faz lembrar
A raposa e as uvas
Mon amour, meu bem, ma femme
E até a leviana
Que não para de chorar
Sentindo a sua ausência
Desejando a presença
Do menestrel seu cantor
Que fez da sua canção
Um bálsamo para o coração
De quem sofreu por amor
Rei, seu povo vai cantar numa boa
Seu reinado aqui não foi à toa
Entre as estrelas vai continuar
Brilhando
Sempre lembrado pela sua gente
Pra matar a saudade pungente
Só mesmo a mesa de um bar
Brilhando
Sempre lembrado pela sua gente
Pra matar a saudade pungente
Só mesmo a mesa de um bar



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