BEM VINDO AO MEU BAIRRO
Arthurzim
Aqui os vetin crescem acostumado
Corpo estirado, sangue escorrendo no esgoto
Mais uma noite fria sem comida no prato
A mãe ora pelo filho, na esquina um pipoco
A alegria sempre teve nessa viela
Mas o medo chegou de farda e oprimiu
Engravatado manipulando o povo
Revolta do menor trocou um caderno pelo fuzil
Pra quem vem de baixo a favela é uma bolha
Nós crescemos ouvindo que só existe dois caminhos
É que o sonho foi a minha escolha
Mas nunca que eu queria ter saído sozinho
Acreditar me livrou do hell
Na zária foi o meu velho testamento
O sorriso é independente do momento
Vou vencer minha guerra, não importa o tempo



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