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No beiral da noite vadia
Ronronzava a gataria inteira
Um rajado riscando a neblina
Feito faísca de tronqueira

Gata alvíssima de lunação e ombro
Se espreguiçava na telha morna
Cada miado puxava assombro
De alguma esquina que retorna

Eô eô eô
É, telhado de zinco e sereno
Guarda o conselho dos gatos da rua
Olho amarelo furando o escuro
Bigode farejando a Lua

Eô eô eô
É, telhado de zinco e sereno
Guarda o conselho dos gatos da rua
Olho amarelo furando o escuro
Bigode farejando a Lua

Um gato preto, doutor de calhas
Sabia segredos de peixe e cozinhança
Vinha macio, passinho de malhas
Rei das latadas da vizinhança

Lá embaixo a cidade marejada
Dormia seus ônibus e padarias
Cá no alto havia outra parada
De roncos, saltos e feitiçarias

Eô eô eô
É, telhado de zinco e sereno
Guarda o conselho dos gatos da rua
Olho amarelo furando o escuro
Bigode farejando a Lua

Eô eô eô
É, telhado de zinco e sereno
Guarda o conselho dos gatos da rua
Olho amarelo furando o escuro
Bigode farejando a Lua

Veio um siamês todo mestroso
Com riscadura de valentia
Miava comprido e manhoso
Nos escuros da noite fria

Depois quedaram em caladume
Na árvore grande de ventania
Abaixo um prataço de negrume
Espiavam a gatuna companhia

Eô eô eô
É, telhado de zinco e sereno
Guarda o conselho dos gatos da rua
Olho amarelo furando o escuro
Bigode farejando a Lua

Escrita por: Astrikos Katoikos, Marcelo Ribeiro Dantas. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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