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Solveig no Conselho do Fiorde

Astrikos Katoikos

No salão de Halvdan, ao fim da tarde
Os chefes discutiam guerra e provisão
Um velho guerreiro, orgulhoso e covarde
Pedia mais ferro para a expedição

Solveig ouviu falar de gado e cevada
De barcos, tributos, inverno e mar
Enquanto a prudência fingia jornada
Ela estudava o que podia faltar

Queriam partir antes do degelo
Confiando na fama dos homens do rei
Solveig perguntou pelo trigo no celeiro
Pelos bois disponíveis segundo a lei

Riram da jovem sentada entre os velhos
Halvdan exigiu que respondessem também
Descobriram depósitos quase vazios
E barcos avariados no último vaivém

Solveig sabia o que o conselho esquecia
O custo da guerra, a corrente do mar
A dívida oculta que a oferta escondia
O porto em que a frota podia encalhar

Halvdan ouvia os debates cansados
A certeza dos ricos perdia a razão
Solveig reunia os fatos dispersos
E descobria onde estava real questão

Um sacerdote falou sobre corvos
Presságio favorável à incursão
Solveig sugeriu examinar os barcos
Antes de confiar numa superstição

Voltaram trazendo notícia sombria
Madeira partida, uma quilha a ceder
O sacerdote guardou sua profecia
Halvdan começou a compreender

Chegou uma disputa por velha pastagem
Três testemunhas favoreciam o maior
Solveig examinou pedras e margens
E viu na enchente um indício melhor

A água mudara os marcos da terra
Desmentindo juramentos de ocasião
O homem mais pobre recuperou a gleba
Os chefes perderam outra discussão

Solveig sabia o que o conselho esquecia
O custo da guerra, a corrente do mar
A dívida oculta que a oferta escondia
O porto em que a frota podia encalhar

Halvdan ouvia os debates cansados
A certeza dos ricos perdia a razão
Solveig reunia os fatos dispersos
E descobria onde estava real questão

Um visitante chegou trazendo presentes
Antes do julgamento de uma questão
Solveig percebeu nos favores recentes
A compra discreta de obrigação

Halvdan fitou seus antigos conselheiros
A dádiva agora mostrava seu preço
A jovem que ouviram com riso primeiro
Já conhecia o fim desde o começo

Quando partiram os homens mais velhos
Ninguém zombava da jovem tão perspicáz
Halvdan guardara seus muitos conselhos
Preferiu descobrir o que Solveig ia pensar

Ela não recebeu riqueza ou posto
Continuou no lugar que ocupara ao chegar
Porém, diante de assunto intrincado
O rei esperava Solveig terminar

Solveig sabia o que o conselho esquecia
O custo da guerra, a corrente do mar
A dívida oculta que a oferta escondia
O porto em que a frota podia encalhar

Halvdan ouvia os debates cansados
A certeza dos ricos perdia a razão
Solveig reunia os fatos dispersos
E descobria onde estava real questão


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