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Vocês Estão Presos Comigo!

Astrikos Katoikos

Trouxeram feras das fossas antigas
Mandíbulas, presas, rancor ancestral
Mil criaturas cercaram Solveig
Certas de vê-la aceitar seu destino final
Ela olhou aquela hoste maldita
Sentiu no peito um poder colossal

Séculos deram dureza à guerreira
Mil anos deram domínio à tensão
Aquilo que ardia sem rumo ou medida
Agora obedece à sua decisão
A fúria deixou de servir ao inimigo
Virou disciplina, potência e ação

Vieram pensando que ela era a presa
Trancada no reino da condenação
Solveig sorriu para as formas sombrias
E viu que mudara toda a situação

Eu não estou presa com vocês!
Vocês estão presos comigo!
Chamaram meu ódio de condenação
Fizeram da dor meu castigo
Eu não estou presa com vocês!
Agora conheço o perigo
Minha fúria aprendeu a ter direção
Eu serei seu pior inimigo!

Vrangar conheceu aquela resistência
Dantalion viu sua antiga ferida
Feras tentaram roubar-lhe a vontade
Correntes cobraram tributo da vida
Porém o rancor que a mantinha cativa
Perdeu o direito de dar-lhe medida

Solveig percebeu que força sem governo
Serve ao carrasco que sabe incitar
Raiva dispersa consome a guerreira
Raiva instruída consegue esperar
Seu adversário procura uma vítima
Acha uma mente difícil de dobrar

Eu não estou presa com vocês!
Vocês estão presos comigo!
Chamaram meu ódio de condenação
Fizeram da dor meu castigo
Eu não estou presa com vocês!
Agora conheço o perigo
Minha fúria aprendeu a ter direção
Eu serei seu pior inimigo!

Demônios vieram de eras remotas
Monstros de espécies que ninguém descreveu
Alguns carregavam genocídios de guerra
Outros nem lembram de onde isso nasceu
Solveig contempla aquela multidão
E pensa, tranquila, que o medo morreu

Nenhum grilhão governa sua ira
Nenhuma provocação decide o ataque
A força se guarda, concentra e amadurece
Aguarda o instante em que a defesa se destaque
Quem esperava encontrar descontrole
Descobre uma fúria que pensa no embate

A velha Solveig queria destruir
Qualquer criatura capaz de feri-la
A nova conhece o valor de escolher
Onde empregá-la, por que conduzi-la
Não ficou branda, tampouco inofensiva
Ficou mais difícil conseguir iludi-la

No fundo das regiões mais hostis
Alguma criatura começa a entender
Aquela mulher que deveria ceder
Aprendeu outra forma de permanecer
Não pede clemência, não busca vingança
Decide o que vale enfrentar ou esquecer

Eu não estou presa com vocês!
Vocês estão presos comigo!
Chamaram meu ódio de condenação
Fizeram da dor meu castigo
Eu não estou presa com vocês!
Agora conheço o perigo
Minha fúria aprendeu a ter direção
Eu serei seu pior inimigo!

Que venham rastejantes, antigos carrascos
As feras sem rosto, a legião infernal
Solveig já conhece a própria violência
E sabe impedir que ela vire um punhal
Voltado contra si, alimentando o cárcere
Que fez do rancor seu soberano fatal

Eu não estou presa com vocês!
Vocês estão presos comigo!
O inferno apostou na minha perdição
Agora conhece o perigo
Eu não estou presa com vocês!
Minha ira já sabe o caminho
Se o abismo queria fazer-me prisão
Ficou condenado comigo!

Eu serei seu pior inimigo!
Eu serei seu pior inimigo!


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