
Diga Meu Nome
Augusto Angeluz
Escute o fole, respirando no breu
Um passo, dois passos, no coração seu
Não olhe pra trás, não feche os olhos
A sombra espera, atrás dos disfarces
Tic, tac, o tempo morreu
Tic, tac, na cabeça sua
Diga meu nome antes que a noite caia!
Diga meu nome antes de cair no chão!
Não há fuga, não há libertação
Apenas a escuridão, que não traz paz
Uma nota fria, tocando sem parar
Você sente o chão, tremer e balançar
Não é uma canção, é uma maldição
O som do fole, o badalar do sino
Ah, a porta se abriu agora
Você nunca mais vai voltar
Diga meu nome antes que a noite caia!
Diga meu nome antes de cair no chão!
Não há fuga, não há libertação
Apenas a escuridão, que não traz paz
Um, dois, três
Está atrás de você



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