
Miragem
Ave De Rapina
Entre distâncias e noites frias
O asfalto me leva em direções
Sabemos que ao certo o incerto espera
Me aperta no peito essa razão
Me lançam nos olhos, luzes que me cegam
Faróis que não me guiam
De ilhas distantes, eu fico sozinho
Oh, oh, oh
Eu acho até então que eu vou chorar
Eu vejo as linhas que dividem
Calçadas, estradas que andei
Meus passos serviram de matizes
Lições que aprendi sem perceber
São ruas desertas, distantes de tudo
Procuro nos teus olhos
A cura de tudo, na densa neblina
Oh, oh, oh
Meus olhos me guiam por você
As placas contornam meu caminho
São muros que escondem o teu olhar
Os carros que passam sem destino
Sufocam Louis Armstrong num blues
São horas de angustias, leio nas paredes
A mesma frase dita, que eu te disse um dia
No chão do teu quarto
Oh, oh, oh
Amor e estrelas eu quero de dar
São horas de angustias, leio nas paredes
A mesma frase dita, que eu te disse um dia
No chão do teu quarto
Oh, oh, oh
Amor e estrelas eu quero de dar



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