Ninguém Vê

Branquinha

Passos mudos na calçada cinza
Cada sombra esconde uma rima indecisa
Sorrisos são máscaras que ninguém tira
E o eco da rua já nem conspira

Toques leves, promessas no ar
Mas as mãos escondem lâminas ao tocar
Vitrine de almas, vitrines vazias
Segredos guardados nas luzes frias

Olhos atrás de espelhos
Jogos entre conselhos
Toda face tem um véu, um selo
Confiança é veneno em anel de gelo
Sussurros cruzam o ar
Mas quem ousa mesmo escutar?

Falsos passos em compassos quebrados
Cada gesto tem um preço calculado
Vidas seguem num teatro sutil
E no fim
É cada um por si

Tentei ler o mundo nas entrelinhas
Mas os livros queimam em mãos sozinhas
A verdade dança num fio cortante
E a vingança observa
À distância constante

Olhos atrás de espelhos
Jogos entre conselhos
Toda face tem um véu, um selo
Confiança é veneno em anel de gelo
Sussurros cruzam o ar
Mas quem ousa mesmo escutar?

Silêncio não é paz, é escolha
Quem sangra demais já não se molha
No fim da rua, sem cor, sem lei
Eu vi quem era e deixei de ser rei


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