Poeira e Sangue
Carlos Eduardo Marques Dos Santos
O tempo foi
Poeira assentou-se
Na calma do que se foi
Seu colo vem
Debaixo do seu sangue
Sua voz ainda me sustém
Ainda que queimou
Com a falta do amor
O meu coração
Mamãe
Guarda-me do terror daqui
Vem a mim, por favor
Limpai, viver
Vestígios de poeira
Na calma da dura recordação
Limpai, ó mãos
O sangue que caiu
Na veste da solidão
Ainda que queimasse
O traje do amor
Mamãe
Ó minha mãe Maria
Memórias de ti jamais cairia
Ó minha mãe
Eterno amor
O tempo foi
Poeira assentou-se
Na calma do que se foi
Seu colo vem
Debaixo do seu sangue
Seu sangue
Seu sangue
E ainda me sustém
A dor da aflição
E o fim de perdição
Mamãe, por ti eu venci



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