Poesiando Lá e Cantarolando Cá, de "Repente" Patativa!
Carolina Abreu
Arte do sertão em causo popular
Nas bandas do Ceará, patativa
Das dores em um chão ardente
Se vestia de fênix onde alumia
Frente a dissabores e espinhos
Sua prosa é o caminho pra vencer a dor
Lágrimas regam a prece
De um povo que não perde a fé
No poeta sonhador
E nesse verso, cabra macho arretado
Seu destino questionava nessa terra de luar
O aperreio dessa gente sertaneja
Apegada em milagres é prumada a idear
E nessa sina, cearense assombrado
Despediu-se, enlutado, rei da roça resistiu!
A louvação, raiz que chora a vida
Parceiro da agonia, matuto seguiu!
Assaré, poesiando de lá
Dos rabiscos de papel
No agreste, inspiração
Assaré, cantarolando de cá
Seus protestos em cordel
Rebeldia da canção
Traz a coroa de reis! Dança, meu boi-Ceará!
Que o meu Império, hoje, vai te coroar!
Tem forró e fantasia eternizando Seu Antônio
Versejo em alegria do amor que componho
Chorei mais a sanfona aos pés do senhor
Legado do pássaro que voou



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