O Migrante
Carolina Diz
E então este é você: nestas ruas há um ano inteiro
E então este é você: prisioneiro do caderno de empregos
Incansáveis seus pés caminhavam sem experiência ou 2° grau
Seu nome está engatilhado num beco tão criminal
E então este é você: alforriado vaga entre os carros
E então este é você: mais um bêbado imaculado
Silho e senhor de mais uma trincheira negreira
A namorada é agora uma foto desbotada na carteira
As ruas parecem ter sido seu berço
Um cativeiro sem fim e sem começo
Deve haver algum lugar pra chamar de lar
Antes que o frio venha te abraçar
E então este é você: pereira silva de oliveira
E então este é você: garimpeiro diário de lixeira
Anjo exausto movido a pedra, emparedado sob as marquises
Nestes reinos de papelão sua ida virou raízes



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