
Rapunzel - Creepypasta
Caroly
Escova de marfim, passeia em meus cabelos
Cantarolando baixo em frente ao espelho
Minha pele então se solta, o cheiro é de formol
Tem raízes se mexendo embaixo do lençol
A torre não tem porta, a janela é uma boca
E eu sou a língua presa, nessa garganta oca
Sinto elas crescendo, entrando em meu ouvido
A memória revive o que já tava esquecido
Puxe, puxe, puxe, até a pele rasgar
O príncipe lá embaixo começou a gritar
Mil juras de amor, quer ter meu coração
Arrancando seus olhos junto de sua ilusão
Rapunzel, Rapunzel, jogue-se aos mortos
Tranças em necrose, caminhando com pés tortos
Suba aqui, garoto, não seja indelicado
Não confie em ninguém, pois todos têm um passado
Gira, gira, gira, seu pescoço quebrou
Mas não me jogue a culpa, você que se aproximou
Ele tinha olhos azuis, agora são botões
Preguei no meu vestido, novas coleções
O corpo dele seca pendurado na parede
Bebendo do seu sangue quando eu sinto sede
Um fio, dois fios, três milhões!
Conto seus dedinhos e arranco seus pulmões!
Não corte! (Não corte!)
Não corte! (Vai sangrar!)
Se tocar no meu cabelo, sua cabeça vai rolar!
Rapunzel, Rapunzel, jogue-se aos mortos
Tranças em necrose, caminhando com pés tortos
Suba aqui, garoto, não seja indelicado
Não confie em ninguém, pois todos têm um passado
Gira, gira, gira, seu pescoço quebrou
Mas não me jogue a culpa, você que se aproximou
(Rapunzel)
(Rapunzel)
Mas não me jogue a culpa, você que se aproximou



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