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O Xamã Devorado e a Deglutição Bacante de Quem Ousou Sonhar Desordem

Celsinho Mody

Meu alvinegro manto sagrado
Raiz coroada em tantos carnavais
Quem nunca viu o samba amanhecer
Vai no Bixiga pra ver
Só no Bixiga pra ver

Raiou! No mais insano ritual
Vai Vai neste banquete cultural
Profano, devora a arte
A essência de um sonhador
Bacante de ser
O mais genial mundano do viver
Quanto prazer
Este sangue bom saborear
Comer, beber até
Tomar um porre muito louco

É, pois, Zé revolução deu oficina
Pois Zé eis a desordem teatral
Pois Zé inspiração da Bela Vista
Zé referência é xamã, é carnaval

Na ousadia da liberdade
Tropicalista na vadiagem
No caos, na luxúria, na libertinagem
A luz nua e crua da sua coragem
Tem fogo ardente de quem é virado no exu!
Volta Zé ao som da minha batucada
Assina direção dessa folia popular
Quilombo Saracura, evoé! Saravá!

Escrita por: Naio Denay / Francis Gabriel. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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