
Velha Porteira (part. Lourenço e Lourival)
Cezar e Paulinho
Ao passar pela velha porteira
Senti minha terra
Mais perto de mim
De emoção
Eu estava chorando
Porque minha angústia
Chegava ao fim
Eu confesso
Que era meu sonho
Rever a fazenda onde me criei
Não via chegar o momento
De abraçar de novo
Meu querido povo
Que um dia eu deixei
Que surpresa cruel
Me aguardava
Ao ver a fazenda
Como transformou
Quase todos dali se mudaram
E a velha colônia
Deserta ficou
Os amigos que ali permanecem
Transformaram tanto
Que nem conheci
E eles não me conheceram
E nem perceberam
Que os anos passaram
E eu envelheci
E você, minha velha porteira
Também não está
Como outrora deixei
Seus mourões
Pelo tempo roídos
No solo caídos
Também encontrei
Já não ouço as suas batidas
Seu triste rangido
Lembranças me traz
Porteira, na realidade
Você é a saudade
Do tempo da infância
Que não volta mais



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