
Num Posto, Num Fim de Mundo
César Oliveira e Rogério Melo
Troveja mágoas o agosto
Baldas de tempo grongueiro!
Trago amilhado um parceiro
Patas brasinas, gateado
Que quando o dia é dos brabos
E o passo se para fundo
Num posto, num fim de mundo
É quem tira garreado.
A vacage do espinilho
Vem despejando terneiro
E o destino de posteiro
Se arrocina no serviço
Compromisso é compromisso
Não tem de boca entaipada
Quando não chove cai geada
O inverno é feito pra isso!
Num posto, num fim de mundo
As léguas são mais compridas
As tardes mais encardidas
E as horas custam passar
Camperear e camperear
É o que me toca na vida
Graças a Deus tenho a lida!
Que me permite sonhar
O "Campomar" encharcado
Já pesa mais um "poquito"
E o vento segue madido
Riscando o vão da canhada
Uma borrega atracada...
Não deu pra salvar o cordeiro!
É assim o mundo campeiro
"As vez" se perde a parada.
Desencilho no galpão
Onde a intempérie se acalma
O mate aquece a alma
Sustenta o vicio profundo
Um rádio gasta os segundos
Entre milongas e prosas
E a noite adentra morosa
Num posto num fim de mundo



Comentarios
Envía preguntas, explicaciones y curiosidades sobre la letra
Forma parte de esta comunidad
Haz preguntas sobre idiomas, interactúa con más fans de César Oliveira e Rogério Melo y explora más allá de las letras.
Conoce a Letras AcademyRevisa nuestra guía de uso para hacer comentarios.
¿Enviar a la central de preguntas?
Tus preguntas podrán ser contestadas por profesores y alumnos de la plataforma.
Comprende mejor con esta clase: