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Arrastando as Alpargatas

César Oliveira e Rogério Melo

Encilho o zaino que abano
Arrocinado a capricho
Estrada a fora me espicho
Peito a berto no cantar
Andar eu tenho que andar
Pelos rincões do meu pago
Sovando de trago em trago
Salas de chão ao pisar

Nalgum bolicho extraviado
Dou alce pro estradeiro
Dou buenas pro bolicheiro
Derrubo duas de vinho
Ouvindo ao longe algum pinho
E alguma gaita manheira
Que conversando faceira
Parece pedir carinho

O vento manso da noite
No aramado soluça
Na coxilha se debruça
A lua clareando o pampa
A sombra retrata a estampa
Seguidora do meu rastro
Eo ringir suave do basto
Pelos ares se descampa

Na volta do corredor
Bem no passo da carreta
Entre bailanta e carpeta
A sala em poeira se agita
Muita chinoca bonita
Quando um gaitaço desata
Ea indiada arrasta a alpargata
Bailando uma chamarrita

Bem comparando a bailanta
Éo baile grande da vida
A todos é assistida
Sem o menor preconceito
Cada um baila seu jeito
Num compasso de cordeona
Que ao natural vem a tona
Sempre exigindo respeito

Escrita por: José Gaspar Machado da Silva / Enio Medeiros. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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