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O Balanço da Terra Mãe - Confraternização em Salvador (Ao Vivo)

Cláudio Fontenelle

O Sol pesa sobre a minha pele
Onde o mundo esmeralda começa
Ouço a pulsação sob o chão

Uma linguagem que não posso ignorar
É um ritmo vindo das profundezas
Enquanto o resto do hemisfério dorme

Você me chama com um sopro de calor
Uma batida constante, sincopada
Oh, sinto o sangue começar a subir

Sobrevivendo do seu céu
Nós somos o fogo em seus olhos
Meu coração está ancorado em sua areia

Balanço dessa terra-mãe
Não há outra em terra
Você sabe o quanto a gente tem

O asfalto queima, o peito vibra
Cada batida é fibra e manha
Num rio que desagua na alma

A gente cansa, mas não se acanha
Do Oiapoque ao Chuí
O brilho do Sol é o que nos conduz

Somos o grito, somos a luz
No labirinto onde o samba reluz

Claudio Fontenelle!

Oh, sinto o sangue começar a subir
Sobrevivendo do seu céu
Nós somos o fogo em seus olhos

Meu coração está ancorado em sua areia
Balanço dessa terra-mãe

Não há outra em terra
Você sabe o quanto a gente tem

Brasil, meu Brasil!


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