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A Morte Saiu À Rua
Cristina Branco
Der Tod trat auf die Straße
A Morte Saiu À Rua
Der Tod trat auf die Straße an einem solchen TagA morte saiu à rua num dia assim
An diesem namenlosen Ort für jedes EndeNaquele lugar sem nome para qualquer fim
Ein roter Tropfen fällt auf den BürgersteigUma gota rubra sobre a calçada cai
Und ein Fluss aus Blut strömt aus einer offenen BrustE um rio de sangue de um peito aberto sai
Der Wind, der durch das Zuckerrohrfeld wehtO vento que dá nas canas do canavial
Und die Sense einer Schnitterin aus PortugalE a foice duma ceifeira de Portugal
Und der Klang des Ambosses wie ein Trompetenstoß vom HimmelE o som da bigorna como um clarim do céu
Sagt überall, der Maler ist gestorbenVão dizendo em toda a parte o Pintor morreu
Dein Blut, Maler, fordert einen weiteren Tod wie diesenTeu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Nur Auge um Auge und Zahn um Zahn zähltSó olho por olho e dente por dente vale
Dem mörderischen Gesetz, dem Tod, der dich getötet hatÀ lei assassina, à morte que te matou
Dein Körper gehört der Erde, die dich umarmt hatTeu corpo pertence à terra que te abraçou
Hier bekräftigen wir Zahn um Zahn soAqui te afirmamos dente por dente assim
Dass der, der zuletzt lacht, besser lachen wirdQue um dia rirá melhor quem rirá por fim
An der Kurve der Straße gibt es Gräber im BodenNa curva da estrada há covas feitas no chão
Und überall werden Rosen einer Nation blühenE em todas florirão rosas de uma nação



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