
Vampiro de Ipanema
Daniel Azulay
De manhã eu passo
Gomalina no cabelo
Faço a barba, escovo os dentes
Com pedra de gelo
Tenho sangue frio
Sorriso congelado
Casaco de morcego
E um topete envenenado
Quando vou à praia eu levo
Meu caixão para deitar
Quando o Sol me dá até logo
Eu espero anoitecer
Pra ficar de braço dado
Namorando meu amor
Na poltrona do cinema
Vendo filme de terror
Gritos, desespero
Vêm da minha namorada
Ela quer voltar pra casa
Tá com medo, apavorada
Eu lhe taco um beijo no cangote
Eu lhe taco um beijo no cangote
Ela cai da cadeira
Até o gerente em disparada
Sai correndo do cinema, oh
Essa é mais uma façanha
Essa é mais uma façanha
Do vampiro de Ipanema



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