A arte do rei do baião
Déa Trancoso e Kristoff Silva
Coco, xaxado
Triângulo, zabumba e fole
Numa sala de reboco retado
A arte do rei do baião
Em Pernambuco eu peguei um pau de arara
E vi um cabra com o fole na mão
Tocava tudo que dava na telha
O sanfoneiro não brincava não
Em tom maior ele entoou o xaxado
Forró forrado em pleno caminhão
E na poeira da carroceria
O povo ria e dançava o baião
No estradão
Coco, xaxado…
Chegando ao Rio ele foi tocar na rádio
De barbicacho, sanfona e gibão
Tocava tudo, tinha o som na veia
O sofrimento era a inspiração
Em tom menor ele falou da seca
Mostrou a dor do homem do sertão
O sertanejo é, antes de tudo, um forte
Cantou o xote na televisão
Com emoção
Luiz Gonzaga era o nome dele
E foi aquele que inventou o baião
Da melodia fez a ferramenta
Na poesia sua profissão
Mas certo dia Deus chamou por ele
Para animar o forró de São de João
E o transformou num anjo de asa branca
Que em vez de lira toca acordeão



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