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Guerreiro do Asfalto

Divino e Donizete

Ela se cansou de viver nos braços do caminhoneiro
Caminhoneiro e sua vida tem dupla paixão
Ele precisa dividir o amor da mulher amada
Com a cabine bem desconfortável do seu caminhão
Caminhoneiro segue estrada afora
Vai transportando saudade e dor
No longo asfalto da desilusão
Vai distanciando do seu amor

Então prossegue ouvindo na cabine
No toca-fitas do seu caminhão
Caminhoneiro chora no volante
Quando ele ouve tocar esta canção

Amor meu velho amor
Amor que sofre e não reclama

O caminhoneiro guerreiro forte no longo asfalto
Mas na lombada do amor sincero ele já trombou
Na grande curva da paixão errada em que está derrapante
Seu caminhão cheio de saudade também derrapou
No fim da tarde ao pôr-do-Sol
Vem a lembrança da mulher amada
Pra quem viaja no mundão de Deus
Esta saudade é a carga mais pesada


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