
À Flor da Terra – No Rio da Negritude Entre Dores e Paixões
Emerson Dias
O quilombo de Mangueira
Simembá mantém de pé
O quilombo de Mangueira traz a flor do candomblé
É verde kabila, rosa de matamba
Ancestralidade de Luanda
Êee kalunga, ê
D'onde Nzambi fez da vida o matiz
Mangueira, o que sustenta o tronco é a raiz
Meu sangue é de origem kongo Angola, iá iá
Matamba, loango, Benguela
O meu cazuá malungo
Conduzido por kaiango
Abraçado por unsumbo
Plantei no Valongo o meu pé no chão
Reinventei a minha luta
Na santíssima macumba, irmandade é proteção!
Erva por erva, no meu terreiro
Preta velha ensinou, ciência de mirongueiro
Kota rifula, põe dendê no duburu
Capoeira tem resistência de Zungu
As ruas ainda guardam afetos
Pulsam nossa identidade
Não venha dizer que é dialeto
A língua que africaniza a cidade
Entre esquinas, praças e gurufins
Ressoam cuícas, ganzás e tamborins
Meu rio redescobre em seus escombros
Quem carrega em seus ombros
A responsa de ser o futuro ancestral
Eu sou mais um silva do buraco quente
Da massa funkeira, sou linha de frente
Cria de Mangueira, produto do nosso quintal



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