Soneto Ao Guerreiro

Enric Rafel

Suspira enfim, ó tão nobre guerreiro
Detém-te nos meus braços e descansa
Repousa na parede a tua lança
Em mim é o teu destino derradeiro

Não temas, tu já não és forasteiro
Há terminado a guerra e a andança
E os vindos dias de glória e bonança
São teu laurel, valente aventureiro

Meu corpo será pro teu corpo um leito
Travesseiro quente será o meu peito
E o meu suor um vinho que entontece

Por fim a tua paz hás encontrado
E deste homem (eu) tens conquistado
O mais honrado amor que se conhece


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