
Bugio de Brinco
Ernesto Nunes
Quando chega o inverno na serra
Ainda mais quando o tempo é pra chuva
Alça a braba que faz o bugio
É maior que lamento de viúva
Tem bugio revoltado na serra
São velhos bugios lá do guacho
Porque existe bugio na região
Denegrindo a imagem de macho
Bugio novo perdeu a vergonha
Que herdou dos famosos da cola
Rebentando e se embola no mato
E fazendo dentinho de argola
Não importa se for de cipó
Esse aí não é cria do guacho
Tira o brinco da orelha, bugio
Isso aí não é coisa pra macho
Tem bugios que nasceram lá na serra
Se mandaram lá pra capital
Lá formaram uma banda de tchê
Tão se achando que lá são os tal
Com brinquinhos de prata na orelha
Instrumentos têm som de metal
E no palco um estalo cruzou
Ô bugio, nosso som tá legal!
Não importa se for de prata
Esse aí não é cria do guacho
Tira o brinco da orelha, bugio
Isso aí não é coisa pra macho
No bailão até no CTG
Tão atuando os falsos bugios
Saem do palco pro meio do povo
Usam até microfone sem fio
O carrilho igual cola de égua
Tão pregando uma moral de cueca
Um brinquinho de ouro na orelha
Comprovando que o tal desmunheca
Não importa se for de ouro
Esse aí não é cria do guacho
Tira o brinco da orelha, bugio
Isso aí não é coisa pra macho
O bugio é serrano, parceiro
Lenda viva no alto da serra
É famoso no fole da gaita
O gaiteiro que ainda se preza
Ao contrário dos tchê que perturbam
Um cenário que nos deixa triste
Um brinquinho brilhando na orelha
E vergonha que é bom não existe
Não importa se o brinco é brilhante
Esse aí não é cria do guacho
Tira o brinco da orelha, bugio
Isso aí não é coisa pra macho, tchê




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