
Tia Tonha
Esperança e Mabel
Cachimbo de barro na mão tremulante
Um simples barbante prendendo o avental
Rodilha de trapos, bacia cheinha
De roupas limpinhas pra pôr no varal
Calcanhar partido pela terra quente
Sofrida e doente está tia Tonha
Porque a indústria levou seu tear
E deixou no lugar a saudade medonha
Navios negreiros não apitam mais
Porque os petroleiros chegaram ao cais
Aguaceiro mudo de um cansado olhar
Você já diz tudo, por que perguntar?
Contando ela diz que um dia seus pais
Chegaram ao cais num velho porão
E ela mais tarde viu tio Benedito
Falando bonito, formado escrivão
Não viu mais escravos nem também chibatas
Viu negra mulata destinos iguais
Nunca mais ouviu navios negreiros
Porque os petroleiros chegaram ao cais
Navios negreiros não apitam mais
Porque os petroleiros chegaram ao cais
Aguaceiro mudo de um cansado olhar
Você já diz tudo, por que perguntar



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