Igualdade
Fabiano Porto Trindade
Talvez eu ainda sou uma Amelinha
Fazendo as tarefas em casa quietinha
Exausta de tricô e bordados
Sendo rotulada por tantos
Quem sabe eu pare de sonhar
Talvez um dia eu saia do quarto
E possa ter algum cargo
Talvez eu deixe de chorar
Eu só peço a Deus
Um tanto de igualdade
Pois não tenho grana
Que tanta disparidade
Eu sou mais frágil, mas quero trampar
Besteira é me manter na informalidade
Eu ainda sou uma mãe solteira
Trabalho na chuva
Tenho meu estresse
Os outros só sabem criticar
Salário é mais baixo
Que do Aécio Neves
E ainda tenho tempo pra lutar
Eu só peço a Deus
Um tanto de igualdade
Pois não tenho grana
Que tanta disparidade
Eu sou mais frágil, mas quero trampar
Trabalho na chuva
Tenho meu estresse
Os outros só sabem criticar
Salário é mais baixo
Que do Aécio Neves
E ainda tenho tempo pra lutar
Eu só peço a Deus
Um tanto de igualdade
Pois não tenho grana
Que tanta disparidade
Eu sou mais frágil, mas quero trampar
Talvez eu ainda sou uma Amelinha



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