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Dêrê um dêrê um derê um dêrê um dê

Ei moço!
Cuidado comigo, não olhe prá trás, não ouça meu canto, não fale comigo
Estou só passando, pela porta da dor
Mordida, doída, sem vida!
Vagando no nada que você deixou
Da dor de ser quase, quase teu amor

Foi só utopia, só ilusão
As luas que vimos não te dizem mais nada!
Hoje teu quarto-espaço, já tem outra cor
Que não é cravo e canela, sem cheiro de mar
Sem poesia, sem corpos ao luar
Vazada de amor!
Mordida, doída sem vida
Vazada de amor!
Mordida, doída sem vida
Da tela do universo te vejo, e me calo
Minh’alma perdida, penada, desarmada, caída
Estou tão cansada de clamar esse ardor
Eu vou te expulsar do meu peito, e mais nada!
Receba essa dor que você me causou
A dor de ser quase, quase teu amor

Socorro! Não sinto mais nada
Socorro! Não sinto mais nada
Dêrê um dêrê um derê um dêrê um dê
Dêrê um dêrê um derêrê!
Dêrê um dêrê um derê um dêrê um dê
Dêrê um dêrê um derêrê!

Ei moço!
Cuidado comigo, não olhe prá trás, não ouça meu canto, não fale comigo
Vazada de amor!
Mordida, doída sem vida
Vazada de amor!
Mordida, doída sem vida
Ei moço, cuidado comigo


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