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Às vezes tô sozinho em casa, dá uma paranoia, um tal não sei o quê
Aí pego meu violão pra fazer uma canção sem saber sobre o quê
Eu fico procurando ideias, batendo a cabeça e aperta o coração
Quando não vem nada na mente, a caneta no dente e o caderno na mão

Eu, de repente, olho pro lado, a roupa cheia de louça suja pra lavar
Encosto o violão num canto e, de repente, levanto, já pra começar
Começo até lavando um prato, um copo e a panela de pressão
A garrafa de café, eu lavo o cuscuzeiro e nada de inspiração

Eu olho o caderno na mesa com a folha em branco e a caneta lá
Parece até que estão me olhando e até me convidando pra poder sentar
Eu pego o violão de novo, sento na cadeira e nada de canção
E nessa paranoia passa a manhã inteira, e eu nessa aflição


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