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Eu levo a vida pela longa estrada o meu cavalo é minha condução
Chapéu de couro e pele surrada, mão calejada e de pé racahado
De sol em sol vou ganhando o sertão.

Não tenho carro fama ou dinheiro, não tenho roupa nem televisão
Trabalho duro o ano inteiro, cortando cana c o meu facão,
No fim do mes qnd vem o salário, mas da metade fica com o patrão
Saiu de casa levando a tristeza as crianças choram me pedindo pão.

Vou cavalgando pela longa mata, pedindo um milagre uma salvação, hora difícil é do desespero, então eu me seguro p não ser ladrão,
Deus me açpite pelo corpo inteiro, pode vir raio vento e trovão, eu só te peço poupe os meus filhos
Castigo como esse eu não mereço não.

Olho p lado e vejo um fazendeiro, carro importado ouro e mansão,
Com o prato cheio e os filhos formados, pele macia, caneta na mão,
Sei q existe muita diferença, daquela caneta e do meu facão, mas não entebdo essa desigualdade, lá em casa só queria um prato com feijão.

Volto p casa encontro a família, o mais novo grita lá vem o paizão, a mais velha faz guerra de travesseiro, o do meio vem cantando uma canção, a mulher macia diz no meu ouvido q do meu amor ela n abre mão, então eu me derreto todo num chamego e vi q tava cego abro a visão

De novo encontro o tal fazendeiro, o gilho passa perto n da nem a mão, a mulher reclama q quer mais dinheiro, a filha diz q o carro n serve mais não.
Na hora um clarão me da na consciência, agradeço a deus por ter o meu facão e vejo q na vida esse fazendeiro é um homem q tem tudo e não tem nada não

É um homem q tem tudo e não tem nada não 3x


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