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Banquete Indigesto

Forja do Caos

Mesas cheias, e eu nunca sinto o sabor
O mundo é farto, mas não aquece o meu torpor
Promessas doces derretem antes do fim
E a fome cresce, lenta, dentro de mim

Não é o corpo que clama, é o que falta por dentro
Quanto mais eu consumo, maior é o tormento

Mais, mais, mais
Promessas que o tempo não sustenta
Mais, mais, mais
A fome volta, e o vazio me atormenta

Devoro sonhos, mas nada me traz razão
Tudo vira pó, ruído, distração
O banquete é vasto, mas nunca me faz pleno
Só alimenta o ritual do abandono terreno

O que eu engulo volta cobrando outro preço
Nada mata a fome antiga, só muda o endereço

Mais, mais, mais
Promessas que o tempo não sustenta
Mais, mais, mais
A fome volta, e o vazio me atormenta

Mastigo o que não preenche
Engulo o que não cura
Entre um gole e outro
Minha alma procura

Mais, mais, mais
Promessas que o tempo não sustenta
Mais, mais, mais
A fome volta, e o vazio me atormenta

Mais, mais, mais
Promessas que o tempo não sustenta
Mais, mais, mais
A fome volta, e o vazio me atormenta

Mais, mais, mais
Mais, mais, mais


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