Câmara do Eco
Forja do Caos
Há um fogo aceso em cada rosto
Combustível barato chamado opinião
E cada palavra vira lâmina
Pronta pra rasgar qualquer conexão
As mãos tremem antes do pensamento
Reações viram sentença final
O mundo inteiro pisa em ovos
À espera do próximo vendaval
Ninguém respira
Só dispara
Somos soldados sem guerra
Lutando por versões da verdade
Explodimos por qualquer arranhão no ego
E chamamos isso de liberdade
No fim, só sobra cinzas
Daquilo que queimamos por dentro
A cidade grita em câmaras de eco
E cada um só ouve o que quer sentir
A raiva veste máscaras novas
E ganha palco pra se expandir
Pontes ruem por frases soltas
Amigos caem por convicção
É tão fácil destruir um vínculo
Em nome da nossa razão
Ninguém escuta
Só ataca
Somos soldados sem guerra
Lutando por versões da verdade
Explodimos por qualquer arranhão no ego
E chamamos isso de liberdade
No fim, só sobra cinzas
Daquilo que queimamos por dentro
A ira virou vício
A dor virou linguagem
Ignoramos o silêncio
E deixamos a fúria nos moldar
E quando tudo explode
Ninguém assume o gatilho
Somos soldados sem guerra
Perdidos na própria tempestade
Gritamos pra provar que existimos
Mas esquecemos da humanidade
No fim, só sobra cinzas
De um mundo queimado por nós



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