
Ciúme
Francisco Alves
Ciúme, que punhalada
Ver sempre a mulher amada
Na alegria de outro amor
A sorrir da minha mágoa
Dos meus olhos rasos d'água
Espelhos da minha dor
Quis calar esta ânsia louca
Mas saltou da minha boca
Esta triste confissão
[?] vida em dor converte
E ela agora se diverte
A rir do meu coração
Hoje choro o seu domínio
Desce o luar de alumínio
Escravo quisera ser
Como fui antigamente
Do amor que fazia a gente
Brigar, beijar, esquecer
Quero a esmola do desejo
Dá muitos, mas guarda um beijo
Guarda um beijo e deixa, então
Que ao morrer de nostalgia
Eu leve na boca fria
O beijo do teu perdão



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