
Dengosa
Francisco Alves
Quanta saudade que eu tenho da terra onde eu nasci
Quanta saudade que eu tenho da terra onde eu nasci
Do gemido da viola, do cantar da juriti
Do gemido da viola, do cantar da juriti
Sempre a saudade marvada pra nos ver acabrunhado
Sempre a saudade marvada pra nos ver acabrunhado
Traz sempre à nossa presença o cadáver do passado
Traz sempre à nossa presença o cadáver do passado
Quando a gente ainda é criança veve alegre e inocente
Quando a gente ainda é criança veve alegre e inocente
Não sabe se o futuro guarda algum mal para a gente
Não sabe se o futuro guarda algum mal para a gente
Quando eu tinha inda dez ano era tudo uma beleza
Quando eu tinha uns dez ano era tudo uma beleza
Tinha a alma toda limpa do mundo e da natureza
Tinha a alma toda limpa, como fez a natureza
Saí lá do meu sertão inté com trinta ano de idade
Saí lá do meu sertão inté com trinta ano de idade
Vô vortá pro meu torrão, vô matá minha sodade
Vô vortá pro meu torrão, vô matá minha sodade



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