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Luar do Sertão

Francisco Alves

Não há, ó gente, ó não, luar como este do sertão
Não há, ó gente, ó não, luar como este do sertão

Ó, que saudade do luar da minha terra
Lá na serra, prateando folhas secas pelo chão
Este luar, cá da cidade, tão escuro
Não tem aquela saudade do luar do meu sertão

Não há, ó gente, ó não, luar como este do sertão
Não há, ó gente, ó não, luar como este do sertão

Se a Lua nasce por detrás da verde mata
Mais parece um Sol de prata, prateando a solidão
A gente pega na viola que ponteia
A canção é a Lua cheia a nos nascer do coração

Não há, ó gente, ó não, luar como este do sertão
Não há, ó gente, ó não, luar como este do sertão

Ai, quem me dera que eu morresse lá na serra
Abraçado a minha terra e dormindo de uma vez
Ser enterrado numa cova pequenina
Onde à tarde sururina chora a sua viuvez

Não há, ó gente, ó não, luar como este do sertão
Não há, ó gente, ó não, luar como este do sertão

Escrita por: João Pernambuco, Catulo da Paixão Cearense. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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