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Minha História

Francisco Alves

Lua, Lua branca, testemunha merencória
Do meu romance triste, da minha triste história
Lua, reconheço, fui o único culpado
Eu juro, não devia ter amado

Por ter um coração terno e sensível por demais
É que hoje vivo a soluçar meus ais
Lua, Lua branca, companheira merencória
Não contes a ninguém a minha história

Quando eu a beijava, presa entre os meus braços
Fui o mais feliz mortal que o Sol já aqueceu
Hoje, que seus lábios já pertencem a outro
O mais infeliz mortal sou eu

Trago claramente dentro do meu peito
A face cor-de-rosa de minha ilusão
Não quero tornar a vê-la, jurei que hei de esquecê-la
Mas não posso, trago-a no meu coração

Lua, Lua branca, companheira merencória
Não contes a ninguém a minha história


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