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Quando Alço o Pé no Estribo

Gaúchos Lá de Fora

Quando alço o pé no estribo não tenho patrão nem dona
Meu flete conhece o rumo da min'alma querendona
Cruzando e riscando atalhos dormindo sobre a carona
Talvez nem morra comigo essa ancia redomona

Um mouro cria de ajja que entende dos meus enredos
Tem andar de bailarina que anda na ponta dos dedos
Florão de campo e estrada pronto pra tudo e sem medos
Por isso se estou montado sou nós dois e meus segredos

Lida bruta e cara feia não me achica nem me assusta
Quando alço o pé no estribo qualquer retoço me gusta

Escramuço o mouro negro num baile de rancheirio
Um teatino só de olvido perde o rumo num bugio
Um panorama na sala pra curar qualquer fastio
Se alegra canta e retova minha alma de campo e rio

O dia destapa a cara por tras dos serros fronteiros
Dou de rédeas rumo ao rancho num galopito chasqueiro
Deixei um trato em aberto pra um rodeio de janeiro
Uma ruiva andar de garça luar nos olhos bregeiros

Escrita por: Diego Geislereditar / Moises Menezes. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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