
Acalanto
Gladir Cabral
De tão cansado de andar no chão da imensa
Galileia
Teus pés doridos palmilharam ondas desse nosso mar
Tua cabeça repousou pesada neste humilde barco
Mas nem um oceano conteria todo o teu estar
Eu te ofereço um verso livre, um gesto, um canto de acalanto
Uma canção tardia junto ao berço que não te embalou
Repousa, ó Mestre, entre as redes rotas deste meu destino
E o desalinho dessas roupas rudes que o mar
Lavou
Que sonharás, ó grande sonhador que és nosso grande sonho?
Será que pensas como alimentar famintas multidões?
Passeias longe por montanhas altas e amplidões desertas?
Por um segundo esquece a dor do mundo e suas aflições
Há tanta estrela neste céu faminto por sinal divino
Belém
Seguindo
Tem
A procurar um grande rei menino vindo de
E nós também, passados esses anos, fomos te
Entre os caminhos e redemoinhos que essa vida
Repousa, ó Mestre, enquanto atravessamos essa calmaria
Navegaremos por um breve tempo e adormecerás
E numa noite, eterna noite, cheia de cruéis temores
Nós dormiremos num jardim secreto e tu vigiarás
E numa noite, eterna noite, cheia de cruéis temores
Nós dormiremos num jardim secreto e tu vigiarás



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