
Fornalha
Gordurinha
A minha dor é tão grande
Não dá pra cantar num baião
Quem acredita eu já sei
Que não sabe o que é o sertão
Se eu pudesse fechar a comporta do meu peito
Não havia um açude maior que o meu coração
Que cachoeira, que queda d'água
O meu pranto nasce da mágoa
E despeja nas águas do mar da ilusão
Eu não creio que o céu tá vazio e Deus não escute
Minha prece rezada com fome, joelho no chão
O Sol é quente, a dor espalha
E a terra é agora a fornalha
Onde o ódio trabalha plantando aflição
Escrita por: Gordurinha. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.
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