Há Poeira Sobre o Teu Nome
Griza Nokto
Por quinze dias, o Sol surge no chão do quarto
Entre as cortinas: Suaves muros que ergui
Lá fora o vento testa a força dos galhos
Numa batalha que há tempos eu perdi
Pulos os canais, sempre são poucos minutos
Filmes ou músicas, não prendem a atenção
As legendas simplesmente nada dizem
Já não me importa realidade ou ficção
Há poeira sobre o teu nome
E pratos quase sujos sobre a pia
À mesa, a saudade e a melancolia
Hóspedes sempre com fome
Os livros são amontoados de palavras
As belas capas não possuem as respostas
Esforço hercúleo aparentemente em vão
Tantas vidas e dores sobrepostas
Uma luz difusa brinca com as sombras
São seu teatro e eu sua audiência
Entre as cortinas: Suaves muros que ergui
As horas nascem como uma dormência
Há poeira sobre o teu nome
E pratos quase sujos sobre a pia
À mesa, a saudade e a melancolia
Hóspedes sempre com fome



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