Relíquias da Área (part. Makalé e Gordo SJ)
Hosken Beatz
Lágrimas caem do céu
Fez florescer a quebrada
Trouxe esperança, onde não tinha nada
Dois pé na porta, se tiver trancada
Disposição é o que mais tem por aqui
Lágrimas caem do céu
Fez florescer a quebrada
Trouxe esperança, onde não tinha nada
Dois pé na porta, se tiver trancada
Disposição é o que mais tem por aqui
Porque, ai de quem adquirir bens
A custa de inocência e vulnerabilidade
Porque o pêndulo há de se equilibrar
Então cabe a nós
Verdade é como farpa no dedo
E para cada parafuso a menos
Válvula de escape
Parte, Lua, fases, o Sol que põe e nasce
O antes e o após, coragem pra matar
Qualquer um aqui tem, pedaço da China e eles vêm
De capital da Rússia, Venezuela, Jerusalém
Mas contra nós, diga quem?
Por trás de cada sorriso, uma dor que arde
Arte de fazer o máximo com o mínimo
Saudade daquele menino
Não sabia que o mundo era cruel
Por isso (Lágrimas caem do céu)
Pior que nome sujo no Serasa
É nome sujo na rua
A mente flutua, os tempo bom, vai e vem
Direcionando os pensamento
Positivo à rua da amargura
Do mirante da favela observo, vejo
As criança brincando
Marido trabalhando e na mulher um beijo
Meu galo índio brigador, bicho arrou no prego
Não falo gíria, essa linguagem é meu dialeto
É a voz da rua, da quebrada, é a voz do gueto
Sem preconceito
Licença pra chegar na humildade
No sapatinho, na simplicidade
Quem é de verdade
Nós conhece na bola do olho
Como era bom os velhos tempo
Lembranças, vivências
Nos melhores momentos da vida, nego
Se conselho fosse bom não se dava, vendia
Então aproveita cada minuto da sua vida
Como se fosse o último
Lágrimas caem do céu
Fez florescer a quebrada
Trouxe esperança, onde não tinha nada
Dois pé na porta, se tiver trancada
Disposição é o que mais tem por aqui
Lágrimas caem do céu
Fez florescer a quebrada
Trouxe esperança, onde não tinha nada
Dois pé na porta, se tiver trancada
Disposição é o que mais tem por aqui
Quem nunca se sentiu perdido mastigado pelas dores
Eu já me preenchi de tudo que me esvaziava
Eu já me anulei, pra tentar habitar no outro
Processo é assim, são páginas e lágrimas
Senhor fala comigo
Num' é só um pedido, isso foi um grito
Se pá um desabafo, sou mais do que sinto
Sou cheio de perguntas
Devaneios que não move, num' é questão de sorte
Se for preciso chore, não sufoque, ore
Num' quero ser alguém, sem revelar o que sou
Sem saber quem fui, pa' molda meu ser
Isso é um preço grande
Até que nada mais importe
Esse é o sentido da busca
O caos revela algo brilhante
Nada visto antes
Ausência paterna
Traumas da infância
A fome causa desespero
O crime seduz o jovem (só ilusão)
O peso da culpa da labuta
Sensação de impotência bate
Calma continue o corre
Lágrima escorre no olhar do bandido
Que não seja pelos memo' motivo
Eu vi alguém andando por essas ondas sonoras
Qual foi a última vez que você se sentiu vivo?
Um sonho, 157 no papai do Nhonho
Pra rechear a lata do Chevette do Tonho
Depois de estica a quinta num cavalo medonho
E pra passar na blitz faz cara de bisonho
Suponho que teu barraco não teve arquiteto
Que o freio da Monareta sem pedal, era o chinelo
Sem herança, tua coroa começou do zero
Os fios estudando, meteu o louco e puxa o berro
Mas um dia a gente cresce, os zóio' cresce e sai da cara
Com a foto do colar na capa da revista Caras
Mas é claro, meu caro, o que é caro pra alcançar na enxada
Mega-Sena, mete a cena na madame de Prada
Mas nem jogo, a linha de fogo tem levado os nossos
Socorro, Senhor me livra do vale dos ossos
A recompensa do crime, fica no crime
Antes do final do jogo
Tu é expulso do time



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