Sul-Riograndense
Ildo Martins
Brotou da pampa Rio Grande com garbo e com elegância
Repontando touro bravo no fundo, de alguma estância
Afeito às coisas do pago campeiro
Desde menino criado em lombo de potro
Domando tempo e destino
Filho dos plainos sem fim, aventureiro e valente
Sobre um pingo encilhado debaixo de um Sol ardente
Vai percorrendo caminhos nos planaltos e coxilhas
Contemplando a natureza, descobrindo maravilhas
Sul-rio-grandense de sangue, de alma e de sentimento
Desbravador de querências levado ao sopro do vento
Sul-rio-grandense de sangue, de alma e de sentimento
Desbravador de querências levado ao sopro do vento
Chapéu quebrado na testa, lenço atado ao pescoço
Largas botas russilhonas faca com cabo de osso
Teve o campo por escola, o mundo por professor
E a prenda, joia preciosa pra ele chamar de amor
Filho dos plainos sem fim, aventureiro e valente
Sobre um pingo encilhado debaixo de um Sol ardente
Vai percorrendo caminhos nos planaltos e coxilhas
Contemplando a natureza descobrindo maravilhas



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