Leminski (Estrelas no Mar)
Infinita Madrugada
Quem dera ser poeta
Como Paulo Leminski
Só pra eu poder te contar melhor
Sobre aquela noite em que eu te conheci
E mesmo escrevendo tão mal
Eu continuo, sim, a te escrever
Eu não preciso de motivo, afinal
Escrevo pra valer a pena viver
E conforme as noites vão passando
As folhas do meu caderno vão se acabando
E mesmo que o infinito me esqueça
Eu me perco, toda noite, na ponta da caneta
Ah, eu não vou parar
Escrevo por que anoitece
E o céu se esquece que ainda
Há estrelas no mar
Ah, eu não posso parar
Escrevo por que amanhece
E o mundo não percebe que ainda
Vale a pena amar
A minha máquina de escrever
Já sabe tanto sobre mim
Depois meus sonhos aos meus pecados
Espero que continue assim
Já é hora de deitar
O Sol já vai nascer
E mesmo que tenha um ponto final
Eu não me canso de te escrever
Ah, eu não vou parar
Escrevo por que anoitece
E o céu se esquece que ainda
Há estrelas no mar
Ah, eu não posso parar
Escrevo por que amanhece
E o mundo não percebe que ainda
Vale a pena amar
Vale a pena amar
Somos estrelas no mar
Somos estrelas no mar
Somos estrelas no mar



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